No corpo da mulher a origem da vida.
Atendimento por telefone: 3474.3555
O HPV (papilomavírus humano), nome genérico de um grupo de vírus com mais de 100 subtipos, pode provocar verrugas nas regiões genitais, anais, uretrais e orais, além de provocar lesões no colo do útero. As lesões podem ser de alto risco para câncer de colo do útero e pênis, mas na grande maioria são de médio e baixo risco. Sua transmissão se dá predominantemente por via sexual, mas existe a possibilidade de transmissão vertical (mãe/feto), por inoculação ou auto-inoculação através de material contaminado pelo vírus. Seu diagnóstico é simples e deve ser realizado o mais precocemente possível, através de exames ginecológicos e urológicos de rotina. Os sintomas podem variar desde o aparecimento de verrugas, que são lesões vegetantes na pele, até lesões silenciosas no colo do útero. O tratamento vai depender da localização e do grau de extensão da lesão, podendo variar desde a aplicação de ácidos até a cauterização cirúrgica. É importante frisar que o mais importante é a prevenção, que vai desde a aplicação de vacina para previnir a doença, até o uso de preservativo em todas as relações sexuais, inclusive para o sexo oral. Devemos lembrar que as gestantes não devem se submeter a parto normal em caso de doença em atividade no canal do parto, para evitar a transmissão para o feto.
É uma doença inflamatória que se caracteriza pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero. Endométrio é o tecido interno do útero que descama mensalmente em forma de menstruação. Na endometriose esse sangue reflui através da trompa e se implanta na cavidade peritoneal. A doença apresenta como sintomas principais a dismenorréia (cólica menstrual), que pode ser incapacitante, e a infertilidade. Pode haver também dor na relação sexual, além de sintomas urinários e intestinais. Atualmente podemos fazer o diagnóstico mais facilmente que há alguns anos atrás, já que os métodos por imagem como a ultrassonografia e a ressonância magnética conseguem encontrar pequenas lesões, facilitando o diagnóstico precoce. O tratamento vai desde o uso de medicamentos para aliviar a sintomatologia e regridir os focos da doença, até procedimentos cirúrgico, na dependência em que estágio foi realizado o diagnóstico.
Atualmente um em cada cinco casais terá dificuldade para engravidar. Em geral 30% dos problemas estão relacionados a doenças nas mulheres, 30% dos problemas estão relacionados com os homens e 30% dos problemas estão nos dois membros do casal (homem e mlher). Por este motivo a pesquisa do casal é muito importante. Muitos homens se negam a realizar o espermograma, mas esse exame é simples e muito importante para realizarmos o diagnóstico correto e definir a melhor forma de tratamento. Vários problemas podem provocar infertilidade: uma baixa na quantidade e qualidade dos espermatozóides, distúrbios de ovulação na mulher ou fatores que obstruem as trompas com a endometriose.
É importante frisar que casais que realizaram vasectomia ou laqueadura tubárea também podem se submeter ao tratamento. Os tratamentos podem variar desde afastar a causa clínica que está atrapalhando a gravidez, até medicamentos para indução da ovulação ou tratamentos mais complexos como a inseminação intra-uterina ou fertilização in vitro/ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozóides). É importante não deixar de esclarecer que existe prevenção para o problema. As visitas anuais ao ginecologista na busca por fatores que possam atrapalhar a capacidade reprodutiva, além do planejamento do período ideal para gestar, já que após os 35 anos de idade a mulher perde em média 15% de sua capacidade reprodutiva por ano, podem ser primordiais para um resultado positivo com relação a fertilidade. As gestantes que são abortadoras habituais (mais de dois abortos repetidos) também são consideradas inférteis e já existe uma investigação específica para o problema, podendo ser desde distúrbios hormonais até problemas imunológicos que são tratados com vacinas de linfócitos paternos. Nesses casos é importante procurar um especialista em reprodução humana assistida.
É o nome que se dá a última menstruação espontânea da mulher. O período que antecede essa menstruação é chamado de climatério e pode variar entre 45 e 60 anos de idade. No climatério a mulher pode apresentar diversos distúrbios, como menstruações irregulares, aumento do fluxo menstrual, irritação, insônia, ressecamento vaginal e perda do desejo sexual. Pode haver também uma variação importante no seu peso corporal, pela mudança do metabolismo. Atualmente temos vários medicamentos que podem sem utilizados nesse período sem acarretar nenhum problema mais grave. Há uma preocupação muito comum entre as mulheres com o uso dessas drogas, como se podem dar câncer ou trombose, mas o ginecologista tem condições de avaliar o custo/benefício em cada caso. Até nos casos de pacientes que já tiveram câncer existem medicamentos específicos para devolver a qualidade de vida dessas pacientes. Um dos problemas mais comuns de vermos nas mulheres menopausadas é a presença de osteoporose. O diagnóstico precoce e a instituição de medidas dietético-terapêuticas adequadas, podem minimizar os efeitos desse mal que pode provocar fraturas espontâneas nos ossos longos. A osteoporose pode ser uma doença incapacitante e é uma das causas mais frequentes de óbito em mulheres idosas.
1- Falta de desejo sexual, que pode afetar entre 15 a 35% de mulheres. Trata-se de um distúrbio de alteração do libido que pode estar relacionado a causas hormonais ou psicológicas. Existem momentos da vida da mulher onde essa alteração é esperada, como nos casos de gestantes, mulheres que amamentam, menopausa, uso de anticoncepcionais e de determinadas drogas, como os anti-depressivos. O ginecologista tem condições de avaliar e tratar a maioria dos problemas. É importante frisar que o stress da vida diária levando ao cansaço também pode atrapalhar o desempenho sexual. Muitas questionam se não está havendo o fim do amor, mas amor não tem nada haver com sexo. O amor é um sentimento humano muito mais profundo que o sexo, e não pode ser confundido. O sexo é um complemento. Procure seu ginecologista, ele pode lhe ajudar.
2 - Incapacidade de orgasmo feminino - O orgasmo feminino é um assunto complexo do ponto de vista social - cultural - religioso. Existem as mulheres que não conseguem ter orgasmo em todas as relações e aquelas que nunca tiveram um orgasmo (anorgásmicas). Atingir o clímax (orgasmo) é uma questão de auto-conhecimento. Muitas mulheres são bloqueadas para o sexo e não se conhecem. Nesses casos a terapia pode ajudar muito a esclarecer dúvidas e superar bloqueios que podem acompanhar a mulher desde sua infância.
3 - Dispareunia (dor à relação sexual) - A dor durante a relação sexual pode acontecer devido a problemas hormonais (como a menopausa) e infecções (corrimentos). Não deve ser confundido com vaginismo, que é dor à penetração. Uma consulta ao ginecologista pode facilmente resolver essa questão.
4 - Vaginismo e incapacidade de penetração - Esse é um problema bem específico. Pode se dar por problemas orgânicos dos órgãos genitais (como o hímen imperfurado) ou a contrações involuntárias da vagina impedindo a progressão do pênis para dentro da vagina. O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico, a depender da causa. Existem também exercícios fisioterápicos específicos para tal fim.
Após o desejo de ser mãe, o pré-natal é o começo da materialização do sonho. O ideal são no mínimo 6 visitas ao médico entre a descoberta e o parto. Nessas visitas serão solicitados exames específicos como a classificação sanguínea, hemograma, glicemia, sumário de urina, e doenças que podem afetar o feto com sífilis, aids e hepatite. Existem também as ultrassonografias específicas, como aquela realizada entre a 11 a e a 14 a semana de gestação para medida da translucência nucal a fim de afastar doenças genéticas e a morfológica realizada entre a 21a e a 24a semana de gestação que avaliará todos os órgãos fetais. É importante o complemento vitamínico com ácido fólico no primeiro trimestre de gestação a fim de evitar doenças do tubo neural e um complemento vitamínico com outros elementos, mais completo, até o final da gestação. A gestante também será orientada com relação a vacinação, a alimentação e à atividade física. Não é preciso dizer que deve evitar fumar e beber durante a gestação. Para aquelas que fazem uso de medicação controlada para outras doenças, vale a dica de informar ao seu obstetra para saber se é adequada ou não para uso durante a gestação. O mais importante nesse período é estabelecer a confiança em seu obstetra para que seu pré-natal e parto transcorram com plena felicidade. Boa sorte, amiga, nessa nova etapa de sua vida.